O Fantasma de 91


Por que o Norte de Minas não aprendeu nada com a Guerra do Golfo?

MONTES CLAROS - Em 1991, a Pan Am caiu. Hoje, nossas aéreas nacionais operam no limite. Se o querosene subir 20% devido às tensões atuais, o voo para Montes Claros vira artigo de luxo para herdeiro. Sem ferrovia e com estradas que parecem queijo suíço, o Norte de Minas se torna uma ilha isolada pelo custo, não pela geografia.

A história é cíclica. Quem viveu o setor nos anos 90 sabe que o turista não desaparece, ele apenas muda o CEP do destino. A pergunta honesta é: estamos preparados para receber o fluxo que vai desistir da Europa ou do Caribe? Ou vamos continuar com o amadorismo de sempre, esperando o turista chegar por "milagre"?

É revoltante ver que, 35 anos depois da crise do Golfo, ainda somos reféns das mesmas fragilidades. O Velho Chico continua sendo o nosso maior ativo, mas ele não flui sozinho para o mercado. Ver o potencial de Januária, Itacarambi e Pirapora minguar por falta de visão estratégica regional é ver a história se repetir como tragédia. 

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